Conheça o Danilo

Contrastes entre cidades e uma viagem de carona da Patagônia.

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Danilo Henao chegou a Buenos Aires da Colômbia para sua pós-graduação em Produção Audiovisual na Universidade de Palermo. Fizemos algumas perguntas para poder compartilhar um pouco do que foi sua experiência na Cidade. Saiba mais sobre Danilo em Buenos Aires aqui!

1. Para você, o que precisa saber um estudante que está prestes a começar o seu intercâmbio, sobre a vida neste país?

Como colombiano eu cresci em um ambiente social carregado de tabus e proibições, em uma bolha moral que se torna bastante resistente às diferenças. Quando cheguei na Argentina, um país que foi reconstruído a partir da pluriculturalidade, foi preciso encarar -gratamente- a queda de alguns dos meus preconceitos para poder desfrutar da riqueza e da beleza de suas tramas simbólicas. Isso é, segundo a minha opinião, o que precisa saber qualquer pessoa que tiver desejos de visitar alguma das suas cidades, especialmente Buenos Aires: que é um ponto de encontro para o mundo onde o respeito é o único código inquebrantável.

 

2. Existe algum aspecto dos costumes argentinos que você tenha descoberto?

A humildade e a amabilidade dos argentinos foram dois aspectos bastante questionados pelo mundo afora. Tenho certeza, depois de conviver 24/7 com eles durante mais de um ano, de que se há suspeitas sobre o assunto, deve ser por causa dos meios de comunicação que, em contextos de futebol, por exemplo, documentam cidadãos efervescentes, impetuosos e felizes pelo desempenho histórico de seus esportistas. Isso é inegável: o futebol é um fator que transversaliza muitas das dinâmicas sociais em que estão inseridos os argentinos, até tem quem fala sobre isso como uma bandeira que ondula nos ares chauvinistas. Provavelmente exista algo de razão nisso tudo, mas pensar ou dizer que as atitudes passionais que se evidenciam entre alguns torcedores permeiam todas as relações interpessoais dos argentinos, é um erro. A cordialidade e gentileza com que fui tratado desde que cheguei até que fui embora é indescritível e me faz querer voltar uma e outra vez. 

3. Como foi a sua experiência de intercâmbio?

Acho que a minha primeira experiência na Argentina foi impossível de melhorar. Estive um ano, um mês e um dia estudando, trabalhando e passeando. As vivências acadêmicas e de trabalho foram bastante enriquecedoras, sobretudo a que se pode ter com Study Buenos Aires. Realizar um estágio de trabalho com o Governo da Cidade não só me permitiu adquirir novos conhecimentos enquanto ampliava minha trajetória profissional, mas também conhecer um grupo excepcional de amigos vindos de diferentes nacionalidades que também tiveram a mesma oportunidade. Um deles, com quem agora temos um sentimento de irmandade, é espanhol; ele se chama José Ramón. Ele, com apenas 30 anos, é advogado, historiador e já percorreu muitas partes do mundo. Quando terminamos o nosso estágio ele me convenceu de viajar de mochileiros -e fomos de carona- até a Patagônia, algo totalmente novo para mim porque no meu país, infelizmente, sair na estrada, à mercê do destino, é só para corajosos. Decidimos voar de Buenos Aires até Ushuaia e voltar de carona e Couchsurfing. Estivemos no Chile visitando Torres del Paine, regressamos a território argentino e passamos, dentre outros lugares, por El Calafate, El Chaltén e Bariloche. As paisagens e as pessoas que conheci na travessia viverão por sempre no meu coração.

 

Nas próximas semanas vamos continuar conhecendo mais histórias como as do Danilo, fique ligado!

 

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